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VIE EN ROSE

Desde 1989 a ver a vida em rosa.

30
Abr17

Despedida difícil

Assim que cheguei a Portugal, e como sempre acontece a cada vez que regresso ao meu lar, procurei pelo meu pequeno. Fiquei surpreendida ao constatar que ele estava mais magro, mesmo estando consciente da idade avançada dele. Ainda que cansado, abatido e com uma tosse que denunciava o seu coração cansado, ele lá se alegrou abanando o seu rabiosque em jeito de brincadeira.

Durante as férias mimei-o, brinquei com ele, partilhei com ele o croissant do meu pequeno-almoço, e acalmei-o nos meus braços quando a tosse lhe aparecia. Porém os dias foram voando, chegando o último...

Nesse último dia mimei-o mais uma vez em jeito de despedida, e instantaneamente comecei a chorar. Envolvi-o no pijama ainda quente que tinha usado durante as férias, enchi-o de beijos, tirei-lhe uma última fotografia e vim embora com o coração a doer.

Entrei no carro em direcção ao aeroporto, com um nó na garganta. Já no avião o coração continuava a doer, e quando este levantou voo foi inevitável, as lágrimas cederam e inundaram-me o rosto. Senti naquele instante que me despedia para sempre do meu companheiro de quatro patas...

Quando cheguei a Paris liguei para casa para avisar que chegara bem, apesar de triste. Sabia no fundo de mim que tinha sido a última vez que tinha visto o meu cão. A minha mãe disse para não pensar nisso, que eu ainda o voltaria a ver. Acabámos as duas a rir dizendo que ele ainda iria ao meu casamento. Apesar de ela me tentar confortar, o meu coração continuou apertado pois eu tinha quase a certeza que aquela tinha sido a derradeira despedida...

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"Nossos animais de estimação têm a vida tão curta e, ainda assim, passam a maior parte do tempo esperando que voltemos para casa todos os dias."  

(John Grogan em Marley e Eu)

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